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SEXO: FILMAGEM ENTRE QUATRO
PAREDES
De tempos em tempos pululam sex tapes na rede,
mostrando celebridades (ou não) em momentos íntimos. Não que filmar
sexo seja novidade. Mas o que antigamente era feito de forma
discreta e privada, virou reality show na era da internet.
Paris Hilton colheu bons frutos da exposição e Colin Farrell parece
que ficou indiferente. Mas o que acontece quando a vida de gente
normal é escancarada na rede?
Em 2009, uma estudante da ESPM (Escola Superior de
Propaganda e Marketing) de São Paulo sofreu com a divulgação
acidental de um vídeo picante com o namorado. Há controvérsias sobre
como o filme chegou à rede. Mas o fato é que a garota, filha de uma
cineasta renomada, passou por um grande constrangimento na faculdade
ao reparar que notebook atrás de notebook sintonizava o vídeo.
O caso é uma gota no oceano. "Muita gente faz, mas o problema maior
é vazar", conta a estudante Patrícia. Para ela, mesmo que haja
confiança no parceiro, o risco de a coisa sair do controle existe.
"O que é uma grande hipocrisia. A galera não tem que opinar no que
fazem ou deixam de fazer, quando metade também faz", explica.
Mesmo assim, as implicações de um vídeo caseiro circulando por aí
são grandes. Casos de menores de idade que filmam suas aventuras
podem ser enquadradas como pedofilia pelas autoridades, mesmo que
não sejam. Isso fora a repercussão na família e no meio social, que
pode ser arrasadora.
Entretanto, muitos entusiastas do exibicionismo podem ser
encontrados pela Internet. Tudo com muita discrição, é claro. Não é
incomum a divulgação de vídeos em que os participantes usam máscaras
ou enquadramentos que escondem os rostos dos envolvidos, para evitar
qualquer futura dor de cabeça. Até mesmo sinais na pele ou tatuagens
são cobertas com o auxílio digital ou com o uso de esparadrapos.
Tudo pelo bom pornô caseiro, é claro.
Credito:
Rodulf
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